
Birding no Chaco Brasileiro: a fronteira biogeográfica
Poucos observadores de aves sabem que o Brasil tem Chaco. Menos ainda já estiveram lá. Para quem busca espécies que não aparecem em nenhum outro destino brasileiro, esse é o lugar.
O que é o Chaco Brasileiro
No extremo sudoeste de Mato Grosso do Sul, na região de Porto Murtinho, o Brasil encontra o Chaco — um bioma que se estende pela Argentina, Paraguai e Bolívia, mas que no Brasil ocupa uma faixa estreita e pouco explorada.
Com vegetação adaptada a extremos climáticos, florestas secas e formações espinhosas, o Chaco apresenta paisagem completamente diferente do Cerrado e do Pantanal vizinhos. É nessa singularidade que reside o interesse para observadores de aves.
Espécies exclusivas
O Chaco brasileiro abriga espécies que são raramente ou nunca registradas em outros destinos brasileiros:
Batuqueiro-chaquenho (Many-colored Chaco Finch) — Plumagem multicolorida que contrasta com a vegetação árida do Chaco.
Pica-pau-de-barriga-preta (Black-bellied Woodpecker) — Especialista em florestas secas, difícil de encontrar em outros locais.
Calhandra-de-três-rabos (White-banded Mockingbird) — Vocalização complexa e comportamento territorial marcante.
A experiência em campo
As expedições no Chaco partem de Porto Murtinho, às margens do rio Paraguai. O terreno é mais desafiador que o Cerrado e Pantanal: vegetação densa e espinhosa, calor intenso e estradas de terra que podem ser difíceis na época das chuvas.
A estação seca (julho a outubro) é o período recomendado, quando o acesso é mais fácil e muitas espécies apresentam comportamento reprodutivo.
Combinando roteiros
O grande diferencial de utilizar Bonito como base é a possibilidade de combinar o Chaco com Cerrado e Pantanal em uma mesma viagem. Em 5 a 7 dias, é possível registrar aves de três biomas completamente distintos — algo que poucos destinos no mundo oferecem.
Veja também: Chaco Brasileiro
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